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domingo, 15 de abril de 2012

BOAS LEMBRANÇAS

No texto anterior deixei de escrever algumas coisas que acho importante na história dessa grande amizade.
Ele, já um universitário de 20 anos, eu com 13, reparava e elogia roupas novas e mudanças no cabelo, numa fase em que a auto estima está em formação, onde a gente não é menina, não é mulher, desengonçada total, ele sempre tinha um olhar e palavras carinhosas.
Embora nunca falasse sobre religião, ele ia todos os domingos á missa pela manhã.
A carta que ele escreveu, os conselhos que ele me deu, fizeram toda diferença em todo o resto de minha vida.
Acendeu uma luzinha de "alerta", "fique esperta", me sentí querida e importante, e não queria decepcionar. Voltei a andar na linha rápidinho, quando já calçava as sandálias para trilhar uns caminhos, sabe-se lá…
Nunca falamos sobre a carta, nem agradeci, mas ele sabia que era o amigo mais querido.
O que ele nunca soube foi a importancia que teve e da diferença que fez em toda minha vida.

Um comentário:

  1. Emocionante seu relato, Picida. Do princípio ao fim aqui.

    Beijocas!

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